MATERIALIZAÇÃO
ECOSSISTEMA DIGITAL
VIDEOS


Dos resultados da interacção entre as comunidades, foram extraidas as referências "biológicas" a aplicar à comunidade digital. Cada "página" foi analisada tendo em conta as variáveis:

a - menor / tempo / maior
b1 - maior / densidade visual / menor
b2 - menor / ruído / maior
c - menor / transparência / maior
d - simbiose / relação / virulência

Daqui resultaram valores, colocados em equação, a partir dos principios estabelecidos pelas teorias matemáticas da informação de Claude Shannon e de Umberto Eco em A Obra Aberta. Para isso, foi criada uma nova equação que permitisse a aplicação a este projecto – resultando em n o valor comunicacional de cada página.



Este valor comunicacional foi então traduzido na sua correspondente frequência sonora, através da utilização do software SuperCollider.



As frequências sonoras extraidas do SuperCollider, foram então transferidas para placas de alumínio com 1 mm de espessura e 30cm de lado, criando através de ressonância sonora sobre grãos de areia os correspondentes padrões de ressonância.

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Este exercício foi desenvolvido a partir das primeiras experiências de tradução de som em imagem, em 1794 por Ernst Chladni. No seu tratado sobre acústica, Chladni mostrou como através da fricção de um arco de violino sobre uma placa de aluminio coberta de areia se desenvolviam padrões de ressonância específicos para cada frequência sonora.

O exercício permitiu assim, traduzir e fixar a ressonância entre o papel e os novos media, criando a forma visual e sonora que os microorganismos adoptam. O seu comportamento e forma é fixado através das variáveis biológicas: tempo, densidade visual, ruído, transparência e relação com a página (simbiose ou virulidade).

Houve ainda um regresso à investigação inicial e à comunidade de partida, mais especificamente no que diz respeito ao comportamento social das bactérias, quando em dispersão ou em agregação (biofilm) num organismo vivo.

2014. Hugo Oliveira Vicente. Faculdade de Belas-Artes. Lisboa